quarta-feira, 25 de junho de 2008

Tsuru

Eu juro que eu não fiz nada dessa vez... eu pedi mentalmente, enquanto descia as escadas rolantes da estação Jabaquara do metrô sentido Tucuruvi, para que alguma outra alminha conversasse com a minha...

Foi rápido assim, questão de milésimos de segundos, sem muita ênfase e pretensão que me peguei solicitando aos anjinhos mais um grande encontro transcendental – visto que já tinha me divertido com a história da Dona Jaira e do Sr. Alberto no mundo subterrâneo (vide texto já publicado)...

Bom, fui eu até o centro da cidade, gastei horas por lá, comi abacaxi no saquinho sobre o gelo, agradeci aquela muvuca que eu só encontrei, por enquanto, nessa terra aqui e voltei, fisicamente exausta, no primeiro vagão sentadinha de costas pra direção que ia o metrô de volta pra casa.

Passaram-se algumas estações, eu lendo minha revista, de pernas cruzadas, minha bolsa simplesmente grudada no meu corpo e um metrô que perambulava tranqüilo de gente...

Eu lá quietinha, concentradinha na matéria que eu lia e totalmente esquecida do que eu havia pedido há +-6 horas atrás... Na minha frente um senhourzinho JAPINHA, magrinho, careca, de óclinhos quadrado ½ fundo de garrafa, calça de tergal cinza, de sorriso estampado no rosto e uma tranqüilidade zen oriental:

- “Isso é pra você, minha jovem.” - me estendeu a sua mão e me presenteou com um Origami em formato de um pássaro.


Do olhar na matéria direcionei ao seu e, num japonês “muito obrigado” básico, respondi:

- “Domo Arigatô.” – e curvei sutilmente minha cabeça para complementar tal agradecimento.

Ali eu já estava totalmente ciente de que tudo aquilo era o reflexo daquele despretensioso pedido feito na escadaria inicial da estação do metrô... Já estava totalmente agradecida pela conexão das almas até então “desconhecidas”... E totalmente com pressa de dizer para aquele Japinha que eu também era uma ½ JAPINHA!

- “Vc sabe como chama esse pássaro em japonês?”, ele me perguntou.

- “Não sei não.”

- “Tsuru.”

- “Pode repetir para eu gravar bem?” (sou visual e preparei meu bloquinho mental e meu dedo indicador)

- “Tsuru.”

- “T-su-ru... Arigatô. Muito gentil. Minha mãe também é Japinha. Eu não falo japonês.”

- “Mãe japonês?”

- “Sim, Satiko San

- “E o Sr. como se chama?”

Ele disse o nome só que eu não pedi para repetir dessa vez... me esqueci... Só que para mim ele é o Japinha Tsuru que me presenteou. E se não bastasse um, tirou um outro Origami Tsuru da sua carteira, branquinho, diferente daquele laranja.

Agradecidos e merecidos.

A porta do vagão mais uma vez se abriu, o Japinha se foi e eu fiquei com os 2 passarinhos, serena e com a certeza de PRESTAR MUITA ATENÇÃO PARA O QUE SE PEDE PRA VIDA: POIS A VIDA DÁ!

Né?

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Sabão em pó

Às análises dos fatos:

- era a minha primeira semana dividindo o apartamento;
- o apê era no 4. andar e não tinha elevador;
- eu estudava de manhã e a menina que dividia o quarto comigo (“Alitche”) trabalhava num bar e chegava às 4am;
- eu não falava italiano;
- ela (Alice) só falava italiano;
- eu tinha o sorriso simpático de uma brasileira empolgada recém-chegada naquela terrinha;
- ela P. da vida de juntar o seu quebra-cabecinha imaturo italiano generalizado: brasileiraétudosafada, temumaaquisorrindopramim, naminhacasa, naminhaterra, quenãofalaumapalavraemitaliano.

Como o no$$o porquinho ainda não nos dava ao luxo de ter uma lavadora-de-roupas dentro do banheiro (ter lavanderia é coisa de país largo, grande, espaçoso), juntei 5 ou 6 dias de roupa suja e todos os produtos necessários para a minha primeira lavagem self-service de roupas: amaciante, sabão em pó liquido e moedinha € para eu trocar por fichinha.

Era setembro. Solzinho gostoso e Milão ainda quietinha naquelas primeiras 7.30 horas do dia. E graças ao Dio lá que a lavanderia era embaixo do meu prédio...

Entrei no recinto, me surpreendi com a falta de um “bom dia humano” e vi que o único calor que poderia vir era do trambolho da máquina de secar que tava lá no fundo a esquerda...

Segui direitinho as instruções. Escolhi a máquina de lavar do meio, coloquei os produtos, travei a porta frontal, coloquei a fichinha e nada da queridinha funcionar...

Esperei + alguns minutos e nada! Com o coração mais acelerado já sentia, via e não queria acreditar que a maledeta máquina não ia girar não...

E o que fazer? – perguntei para os tufos cinzas (conglomerado de pêlo de cobertor, fiapo de toalha e cabelo) espalhados pelo chão... Ligar por número que estava pregado na parede para ser usado nos casos de emergência? Mas como explicaria que a máquina (como é máquina-de-lavar-roupas em italiano?) tava quebrada? que não funcionava? pelo telefone? – mímica era impossível...

Mas respirei fundo. Pensei bem e achei a mais perto solução do meu maior problema: a mocinha que só tinha dormido umas 3 horas e que ainda tinha o pré-conceito: brasileiraétudosemvergonha, temumaaquipertodemim, comduplacidadania, naminhaterra, meacordando, quenãofalaumapalavraemitaliano.

E subi pra casa. Peguei meu dicionário e fui lá dar um cutucãozinho na ragazza:

- “Lice” (eu achando q ser íntima amenizaria toda a situação)
Lice, Lice: lavatrice – e busquei a outra página: rota

Ela girou para o outro lado e disse:

- “Non mi rompere il coglione”

Até eu, que não entendia italiano, entendi tudo! E o “num me enche o saco” dito em letras garrafais às 8 da manha foi como uma facada certeira no meu coração, uma fungada de choro preso na garganta e meu problema sem solução.

Fui pra cozinha, sentei, escorreu uma lágrima e enquanto tentava achar uma outra alternativa eis que a porta se abre:

- “ANDIAMO!”

Pulei da cadeira! Não contive meu sorrisosemvergonhadebrasileirafelizzzdenovo e descemos para resolver meu probleminha...

Minha heroína era uma pirralha de 1.55m! Que ligou pro tal numero emergência, xingou um monte o cara do outro lado e literalmente lavou a roupa suja.

Só que para finalizar aquela manhã toda ensaboada do que viria a ser uma grande amizade (italianassãobemmaismalandrasqueasbrasileiras) eu vejo um dedinho indicador apontado para minha cara e um desabafo que instantaneamente eu traduzi:

- “Nunca mais me acorde às 8 horas da manhã”

Eu monossilábica respondia:

- “si si, grazie grazie mille”

E com o passar dos meses lavei e centrifuguei mais uma superstição de um monte de italianinha que hoje sabem que existem brasileirasEbrasileirasdesimpatiageral...

quarta-feira, 21 de maio de 2008

CHÁ

Tome bastante C H A:

C onhecimento
H abilidade
A titude

O friozinho, que já vem arrepiando até a alma, me convida ao ritual de preparação dessa bebidinha que, creio eu, é benéfica à saúde em vários aspectos.

"Tia Beth II" lá de Londres que o diga: além de esquentar, o cházinho (das 5 o'clock) é sinônimo de boas confraternizações e grandes realizações.

Eu mesma já tive o privilégio de bebericar um desses no jardim de Buckingham Palace; de observar toda a Realeza e aprender mais sobre essa prática de Conhecimento, Habilidade e Atitude que têm, fervendo, naquela cidade global que é líder internacional nas finanças e é exemplo na instrução, no entretenimento, na moda, nas artes e na política.

Pena que essa prática constante de tomar CHAzinho quentinho, do espírito (sóbrio) de confraternização ao redor de uma mesa, da troca de opiniões e aparecimento de soluções, num País Tropical (abençoado por Deus e bonito por natureza) como o nosso, infelizmente ainda não é comum e faz suar sim... (será que daria pra se fazer com cerveja? e bem gelada?)

Só que o friozinho tá chegando e, pra mim, é um convite agradabilíssimo e uma oportunidade única de pegar um espelho, reunir os amigos, os familiares e, quem sabe, todos os políticos e praticar a tão gostosa cerimônia do CHA

C onhecimento
H abilidade
A titude

para proprorcionarmos um inverno mais conchegante... e, consequentemente, um verão + gostoso com brisas fresquinhas e um copão de CHA gelado nas mãos - com muitas pedrinhas de gelo e, se preferir, algumas rodelinhas de limão ou batido com leite em pó...

Escolha o teu melhor sabor: do diurético ao digestivo... do alucinógeno ao da hortinha da vovó...

Vai um biscoitinho ai?




sexta-feira, 9 de maio de 2008

Tia Sá que me pariu!

Felizzz Dia das Mães, mamãe!

Mas EU NÃO PEDI PRA NASCER, pedi?

(risos) Eu brinco com essa frase “eu não pedi pra nascer” por pura falta do que fazer.

Às vezes é mais fácil tê-la (a frase) como “desculpa” ao invés de assumir todas as responsabilidades desde o momento q o espermatozóide AA (creio eu) acertou o óvulo AA (nunca vi japonês de olho azul) em cheio! Confiantes, de que aquela perseguição lá, de que aquela segurança íntima de procedimento, era algo certeiro: EU.

E baseada nisso tudo (e em outras cositas transcendentais a mais), eu tenho certeza que dei sim meus 100% de aval de querer vir ao mundo, levando tapa, chorando e sendo “expulsa” daquele lugarzinho quentinho e protegido que era a barriga da minha mãe... Hum, q saudade!

E agora, com quase 1/3 da minha vida já vivida (se eu viver 90 aninhos é de bom grado!) que, mais consciente e responsável do mundo, aproveito desse DNA, dessa VIDA, desse presente, com muito amor, muito amor, muito amor e orgulho: de ser essa filha exemplar, educada, linda, brava e inteligente que vocês criaram. (e nada modesta)

A filha mais felizzz e a mais grata por ter essa mãe tão “só minha mãe”, tão linda, tão forte, tão mulher, tão guerreira.


1,50m de exemplo de sabedoria e tranqüilidade.

Minha Japoronguinha linda!

Faça chuva ou faça sol está tudo lindo, tudo sempre florido pra essa Nissei batizada como Inês (com z ou com s?).

Satiko, minha mãe tudo-de-bom, que tem amor extravasando por crochês e tortas e amor incondicional como administradora de lar e de loja.

TE AMO MAMMY!

Arigatô!

E saiba que a minha “dívida” como filha é tão grande que não há cartinha ou textinho nesse mundo que conseguiria explicar o tamanho do meu amor e da minha gratidão por tudo o que você significa pra mim! É tanta coisa mãe... É tanto amor... É tanta cumplicidade...

(que até o Bizzettão ficaria careca de saber quantas vezes você já me encobriu, quando eu era mais novinha, por exemplo, nos primeiros meses de namoro... )
Tem coisas que só mãe entende!

;)

Então Japoronga, com essa minha vontade louca de pensar que as vezes eu tenho vontade de te empalhar ou te colocar dentro dum vidrinho eterno pra ficar te olhando, te beijando, te abraçando, te agarrando e mandando muito amor, que desejo toda a felicidade do mundo pra você, sempre, do fundo do meu útero! De mulher pra mulher. De filha pra mãe. De coração pra coração.














TE AMO
TE AMO
TE AMO!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

MODERNISMO GÓTICO

Eu em + uma das minhas aventuranças.

Point: BARCELONA QUERIDA!

Putz cidadezinha gostosa! Surpresas arquitetônicas em cada virada d´esquina. Até na calçada encontrei Gaudí estatuado em tamanho natural - baixinho o Toninho - presente alí para realçar e concretizar toda a beleza de uma cidade pra lá de bonita.



Atmosfera relaxante de golinhos de cava e mordidinhas de tapas.

Barcelona é sim o local que eu, simplesmente, projetei todo o meu lado excêntrico, divertido, de fazer parte e dividir "pudores" - ou ficar sem eles.

Cidade que foi influenciada por inúmeras tendências e que, claramente e sensitivamente, eu percebi que alí não há uma tentativa de cópia de um estilo determinado de ser e de viver.

E foi sentindo toda essa "liberdade" que nos divertimos muito...

Estávamos - Mari, Orestes e eu - na nossa volta turística pela orla marítima, caliente. Eu, marinheira de primeira viagem, comecei já me surpreendendo com um tiozinho peladão que passeava de bicicleta despreocupadamente: até eu sentia o prazer do ventinho batendo nos bagos... Eu, turistona, observando a felicidade dos casais "arco-íris" expondo seus sentimentos diante de Iemanjá. Eu, turistona, na expectativa de quais outras surpresas eu teria e o que mais de "diferente" meus zóinhos puxadinhos iriam experimentar de novo (de novidade) naquele passeio...

Paramos na plataforma pra observar o futvôlei rolando lá nas areias catalãs.
Muitos brasileiros, claro - mas isso não é novidade. Muita diversão, claro! - pois onde tem brasileiro a diversão é garantida! E nosotros lá: jogando conversa fora.

A Mari, uma brasileira quase que "nativa", aponta, lá pro outro lado da plataforma, prum mocinho, meio peludo, estatura média, que também observava o jogo e diz:

- "Aquele moço, lá, tá vendo?, ele VENDEBIKINI na praia".

Eu, surpresa, com toda aquela bagagem mental de diversidade respondi:

- "Aquele cara lá (!!) VEMDEBIKINI na praiaaa? Como assim Mari?"

- "É Japa!! Aquele cara, lá, VENDEBIKINI na praia".

- "Como assim Mari, um peludo daquele VEMDEBIKINI na praia... Não é possível!! Vc tá dizendo aquele, lá, com aquela bermuda branca com vermelho??" (era o único no raio de 8m quadrados)

Eu tava chocada.

- "É Japa! Caramba! o cara VENDEBIKINI na praia!"

E ela bege.

- "Mas Mari, a parte de cima e a de baixo também?"

- "Lógico Japa!! A parte de cima e a de baixo!"

- "Mas Mari, e como ele faz com o saco, de bikini? e a parte de cima, assim?" - eu gesticulava sobre as minhas mamárias o triângulinho do bikini...

- "JAPA, ele VENDEBIKINI na praia com o saco e tudo!!!"

- "Com o saco e tudo??? AHHH não é possível Mari!! Aquele cara lá com o bikini e o saco dentro do bikini?!" - e eu gesticulava o volume de um testículo masculino dentro de um bikini!

A situação começou a ficar tensa, quer dizer, mais tensa do que já se encontrava. Mari e eu não estávamos em sintonia. E isso também foi nítido pro nosso amigo Orestes que, além de observar os peludos jogando futvôlei e perceber que a nossa conversa tinha ido prum lado diferente daquele que deveríamos experimentar, interrompeu:

- Ahhhhh genti!!! Péra! Então o cara VENDE BIKINI na praia. Ele pega bikini e sai VENDENDO na praia? Num é que ele VEM DE BIKINI na praia, VESTINDO bikini, é??

Nenhuma outra palavra precisou ser pronunciada. Caimos na gargalhada!!! Os 3 pares de ticos-e-tecos (de nós 3 moças!) entraram num acordo instanâneo e foi gargalhada atrás de gargalhada.

Pra mim, turistona, o cara VEM DE BIKINI na praia: imaginei o peludo até de salto-altinho desfilando pelas areias de bikini de cortininha...

Pra ela, o cara VENDE BIKINI na praia: definitivamente ele vendia bikinis de todas as cores e modelos, parte de baixo e de cima, todos dentro dum grande sacão preto...

quinta-feira, 24 de abril de 2008

MY ROUTE 6666

Foram 800 km em 34 dias, andando.

Semana que vem (começo de Maio) completa 1 ano desde o dia que arrumei meu mochilão, reduzi meu shampoo a 75ml, minhas calcinhas a 3 ceroulas beges, minha toalha de banho pro tamanho de uma de rosto, canivete, talco, metros de micropore (e o meu curvex, lógico!) e fui pro meu Caminho de Santiago de Compostela.

Meus agradecimentos e parabéns pro Santo que está lá abençoando cada um daqueles peregrinos que, pelas terras Espanholas, sapateiam rumo à igrejinha marco final (ou inicial) de uma grande experiência!

Experiência que intitulo MA-RA-VI-LHO-SA e mesmo que eu a tenha considerado infelizzz em muitos aspectos, dura em outros, tornou minha vida muito mais leve e serviu como uma nova injeção de confiança pra muitas das pedras que estão por aparecer no meu caminho...



Foi isso: 34 dias caminhando. E me lembro bem que nos 15 primeiros dias eu quis desistir (!!!) e nos outros 19 também!!!

E, assim, com essa vontade descarada de “pegar carona”, “subir no bumba”, “ir de táxi”, “pra que todo esse esforço sua louca?”, “eu vou sim resistir a essas tentações!” que conclui, step by step tamanho 38 (algumas vezes 39), a minha misteriosa peregrinação...

Mas sabe o que é acordar todas as manhãs, daqueles primeiros dias, muito cedo, com muito sono, depois de ter dormido com um bando de gente roncando (e peidando) e sair andando com o corpo in-tei-ri-nho doendo e pé florido de bolhas??

“P.Q.P.” definiria...

Sabe o q é caminhar entre campos verdinhos, mata brilhando de orvalho, por estradinhas milimetricamente “construídas” por Alguém bem especial, escutar o passarinho cuco-cuco dando o ar da graça e eu com meu corpo to-di-nho dolorido, gritando de dor??

“Passarinho, pelo amor, fique quietinho!” definiria... (hehe)

...doia tudo! Era o peso mental e o corporal + o plus do mochilão que deveria ser 10% dos meus kgs...

Só que, devagarinho, eu fui vencendo a densidade desse corpo aqui que, diga-se de passagem, estava muito habituado a praticar 1 único esporte até então: o “levantamento de garfo”.

Devagarinho, dia após dia, com o ritual de cuidar do pé, fazer alongamento, passar pomada na tendinite, de ronco já virando música clássica, que a dor foi passando e que comecei a contemplar a beleza de todos os lugares, o canto de todos os pássaros, as cores de todas as flores, o sol, as subidas, as íngremes descidas e eu mesma.

Assim, eu concluía os ou 16, 24 ou os 30km que cada dia me determinava, sem saber se encontraria água quente ou não me esperando no albergue (olha a vontade de desisitir!), com preguiça de lavar todos os dias minhas roupas na mão (vontade grande de desistir) e ter que andar de novo e de novo...

Só sei dizer que aprendi muito. Conheci pessoas maravilhosas (e outras q roncavam d+). Fiz amizades sinceras e eternas (umas q roncam). Chegou uma hora que não era mais meu corpo que me levava e sim eu que levava meu corpo... A liberdade da minha total falta de identidade. Os vários copos de vinho e toda a culinária Espanhola desfrutada. A chuva, o frio, a lama. O pôr-do-sol em Finisterre. Nossa! Faria tudo de novo simmmm...


Terminantemente um caminho misterioso e abençoado que só o Santo explicaria...

Então juntos, meu cajado, meu mochilão, minha cabaça e eu (e o Santo, Japa!) caminhamos sem pressa. Sabíamos que o importante não era a chegada e sim adquirir o aprendizado necessário para a minha evolução e o desfrutar de todo o caminho.

Respirando fundo e pisando leve,

un Buon Camino!

Besitos guapa Japa








terça-feira, 15 de abril de 2008

O CANTINHO

Tô fora desse lugarzinho sem vergonha, salafrário!!
EU HEIN?
Nossa! Ô lugarzinho frio, sem luz e sem graça!
Pelo amor!

Quando me vi, já tava lá, com esse narizinho aqui grudado naquele cantinho lá. Num enxergava nada. Num via uma mísera luzinha, me sentia impossibilitada de mover meus bracinhos e de girar meu corpinho. Esquerda, direita: o cantinho não tem.

Fui e fiquei lá. Era escuro, apertado, sem música, sem aconchego, sem sabor, sem som e sem tom...
E me encurralei por tempo longo o bastante pra eu saber que aquilo (nada) lá eu não tava gostando muito não.

Minha vontade, pequena, era de sair daquele
ângulo reentrante formado pelo encontro daquelas linhas. Chamei atenção. Só que parecia que eu não tinha forças... E era o q me bastava pra “curtir” o cantinho. Me sentia impotente, descrente e com muita saudade dos tempos de que quem “dirigia” minha vida era eu (!).

Devagarinho virei minha cabeça e dei uma olhadinha pra trás.
Voltei pro cantinho. Depois dei mais uma espiadinha.
Vi quanta coisa linda tinha pro lado que eu não estava focada, tanta coisa vivida, tantas experiências e um mundão e um vidão pela frente – q aliás, naquela hora, tava pra trás...

Girei. Ainda tímida, receosa e cansada – pq olhar “pro nada” cansa – só que disponível pra encarar a abundância desse vidão e mundão. Combinar meus sonhos com as minhas potencialidades. Fazer valer minhas vontades. Liberdade. Não ter dúvidas, não desanimar, ser disciplinada e ter esperança – e o cantinho tem tudo isso ai que te deixa nesse sono profundo de uma vida sem sentido...

SAI DO CANTINHO.
NUM GOSTEI DO CANTINHO.

E como disse meu Papito: “Se vc for pro cantinho de novo, faça teu cantinho redondo... Pelas curvas vc seguirá, necessariamente, prum lado ou pro outro e não ficará encurralada mais não...”

AGORA TÁ TUDO QUENTINHO! FLORINDO!



terça-feira, 8 de abril de 2008

HORA DO RECREIO

Reencontrei meu amiguinho do primário.
Meu amiguinho lourinho de olhos azuis.
Que agora tá alto, bonito e sensual.
Mas de propaganda dele eu paro por aqui.

Reencontrei-o depois de muitos anos, 15 ou 20 talvez?

Nossas memórias ainda não sabem distinguir como é que o tempo não camuflou nossos traços e como é que nos lembramos da feição um do outro depois de tantos anos...


Determinadas avaliações – como esta citada - e de algumas das outras lições-de-casa deixarei por conta da Diretoria... Pq não se sabe, ao certo, quando é que tais acontecimentos são considerados uma simples advertência ou caso de suspensão.

Nas tabuadas do dia-a-dia, discutimos sobre (nossas) História(s), relemos algumas das Redações de nossas vidas e, de borda em borda, a Geografia indica o melhor caminho a seguir. Por enquanto.


Daqui a pouco entrarão na grade escolar aulas de Física, Química e Biologia.


Colégio de Freiras e na obrigada (de nada!) aula de Religião discutimos somente sobre o que o Santo Ezequiel Moreno pregou desde 1900 e bolinhas até esse reencontro.

E a Matemática – do tempo e da vida – dirá que soma é essa que dá um número par e simétrico, vez que existe uma harmonia resultante de certas combinações e proporções regulares.

Sinto que agora é hora d’eu estudar. E de vc estudar também!!

Que nota queremos tirar dessa vez?
( )zero ou
( )dez?











terça-feira, 1 de abril de 2008

MSN

Como é agradável te ver subindo do meu lado direito... vc vem lá da margem, devagarinho e aparece por uns segundos só pra dizer que está presente aqui: na telinha do meu do computador...

Minha imaginação me ajuda a interpretar onde é que vc estaria agora... Numa cadeira confortável, postura correta e os pés completamente apoiados no chão? Numa sala, numa baia, num cyber café? Q cor é a tua blusa? Estaria, ainda, no início da tua jornada ou já na pausa pro lanche? Pronto pra dormir? Teria tantas pendências pra resolver ou teria um tempinho pra me dar um OIE e saber como eu estou?

Instantaneamente me comunico com esse mundão sem fronteiras...

Em tempo real teclo com meus amigos, meus parentes e colegas de trabalho. Do mesmo modo, tenho a oportunidade de conhecer melhor aquela ‘pessoinha’ que já troquei (ou estou na iminência de trocar) alguns bytes e que, privilegiadamente, nos concedemos a licença para entrar no “seleto e honrado” grupo ON-LINE-de-ser.

Caso eu precise de uma resposta rápida para uma dúvida sobre x ou sobre y, clico na janelinha e envio uma mensagem prum outro boneco agrupado por lá. E vice-versa.

Dom do céu pois posso conversar e matar a saudade de caríssimas pessoas que moram lá looonge... de felicidade duplicada quando se tem câmera e microfone de prontidão pra q tal saudade saia da imaginação e faça o meu cérebro acreditar q quase posso tocar esses queridos q tão lá, fora do meu alcance... aqui, o q os olhos vêem e ouvidos escutam, o coração sente sim... como se estivéssemos sentados na mesma sala ou no mesmo quarto... (só q isso eu deixo por conta da imaginação de cada um)


Na verdade, as pessoas se vêem mais hoje, do que anteriormente, graças ao MSN...

No display coloco meu estado de espírito, meu statu$ pessoal, @ where am I? Lá faço a minha ou alheia propaganda gratuita, coloco a fotinho que mais gosto ou a que me desvenda só um pouquinho. Lá, te convido pra minha festa, demonstro minhas (in)gratidões, meus apelidos... Tudo ao som da música q suaviza minha correria diária.

E dos bastidores OFF-LINE nos observam...

Por um outro lado, o MSN vira caso de preocupação quando só se utiliza desse único meio como comunicação ou quando se espera a manifestação daquela mesma pessoinha já mencionada – aquela q vc anseia por querer conhecer melhor... ou quando se espera por um oizinho que não vem e um sorrizinho que não tem...


É chato também quando o chefinho não libera o MSN e, com as artimanhas de um internauta astuto, "burlar-se" o sistema empresarial em prol àquele bate-papo gostoso...

Sem comentar que a situação fica crônica quando o duplo clique confirma que determinado ser será sim BLOQUEADO na salinha de tons azuis... (eu, particularmente, nemmmm me atrevo entrar num site q tem por ai pra saber por quem eu não sou tão + querida assim... mas morro de curiosidade de saber se descobriram quem eu bloqueei também... q loucura...)

Coisas de Messenger...

;)

Enfim, é uma pena, porém, que muitas vezes a interpretação na telinha não é como gostaríamos q fosse... as vezes é bom nem tentar explicar melhor pq piora... Mal entendidos “entre linhas” e ausência de meus reais sentimentos... Olho no olho, infelizmente, o Sr. William Henry (Bill) Gates III ainda não conseguiu proporcionar: é fundamental.

Bom, me ADD, por favor, caso minha comunicação (wireless) insensível tenha caído ou se eu perdi a password necessária pra eu fazer parte do teu grupo...


No aguardo do teu backup,

"tenho que ir. bj.tchau."

sexta-feira, 28 de março de 2008

acho que deveríamos escovar mais os dentes...


DEFINITIVAMENTE deveríamos escovar mais (e melhor) os dentes!

Vem k, quantas vezes vc tem esse hábito, um tanto quanto básico, de escovar os dentes??

Tudo bem que tem gente que não é muito fã dessa higiene... As vezes bate aquela preguiça de se dedicar a uma escovação perfeita, de um vai e vem delicado, suave, com especial atenção para a margem e para a parte posterior, difíceis de alcançar, do jeito que os profissionais ensinam...

Existe também um grupo aí, quase que insignificante, que não aprova escovações que extrapolem regras pré-A.C.-determinadas, escovações vãs... Outros, que acham um absurdo quem escova demais os dentes...

Besteira... Vc que escove seus dentes a hora que vc quiser! Quantas vezes quiser! Ninguém tem o poder de decidir quando, como e qual escova de dente vc vai usar, ninguém!

Só sei que está comprovado e é mais que recomendado, pelos melhores especialistas do mundo, que escovar os dentes faz muito bem para a saúde. E escovar com amor, carinho e aquela dedicação então?! É condição essencial para manter-se bonita(o) e saudável durante toda a vida. Sem falar do frescor...

No geral, uma boa escovação é recomendada antes de dormir e logo após o despertar. Incentiva-se, pórem, sempre após as refeições.

Quanto tempo faz que vc não troca a tua escova?

Espalhadas pelo mercado existem escovas de todos os tipos e todos os gêneros. Cores e tamanhos... Só falta vc analisar o estilo de cerdas, saber qual é a de melhor encaixe, as anatômicas e a de melhor aderência para poder adquiri-la. O importante mesmo é usar uma escova que se ajuste bem e alcance todos os lugares a serem escovados.

Tem de limpeza profunda (com configurações especiais para uma limpeza superior), de cabeça flexível (permite o ajuste ao contorno para uma escovação mais confortável e completa), as com proteção especial (desenhadas para massagear e estimular gentilmente durante a escovação), as elétricas – olha q interessante! (uma limpeza superior que a das escovas manuais normais), tem as que oferecem limpeza eficiente a um preço econômico...

Tem de tudo. (E a diversidade de cremes dentais então? )

Aposto que tem muita gente com aquelas escovas velhinhas-velhinhas, desgastadas, que precisam ser substituídas....

Mas pra esse caso especifico onde é difícil desapegar daquela escova que vc já está acostumada(o) - casos especiais que vc não troca a tua escova por nada nesse mundo - pra esses ai é recomendado que utilizem de produtos complementares – fio, fita, floss – pra colaborar com o ato de escovar. Eles ajudam quase q na mesma proporção: retira resíduos, mantém saudável, reduz a formação de placas indesejadas, tem o frescor e a maciez como o de uma escova novinha.

Se não escovarmos os dentinhos bem bUnitinhos e com muito carinho, os bichinhos vão comer... se não dermos aquela manutenção necessária, constante, eles vão cair...

E use Listerine, Jontex, Olla, Lovetex, Blowtex...
Enxagüou tá novo!!

quinta-feira, 27 de março de 2008

JAIRA e ALBERTO

Pra essa história ainda não achei um adjetivo bom, que encaixe perfeitamente, pra que eu possa começar a descrevê-la... Só sei que vale muito a pena eu recontá-la pra, eu mesma, ler depois...

...pra, eu mesma, ter de exemplo essa lição de vida...
...pra, eu mesma, saber que os sentimentos, qualquer um deles – do sufocar ao amar – todos eles são experimentados iguais-idênticos em todos nós terráqueos... e que aqui nesse mundo nem cor, nem credo e, principalmente, idade alguma não me provariam mais o contrário...
... pra, eu mesma, confirmar que o AMOR é um bem Maior que ainda existe, e persiste, e resiste, e atravessa ano, passa ano, ele continua o mesmo....

...


Metro de São Paulo, Trianon-Masp, o relógio marcava 15minutos pra alguma hora, acho q pras 16 ou 17... não me lembro bem...

Mas o que vem ao caso é que naquela hora em q eu colocava meu pé direito com tênis dentro do vagão, senti uma mão, sutil, no meu ombro e uma voz me perguntando:

- “Vc ta indo para onde moça? Mostraria pra essa senhora a direção pro Jabaquara?”

Dei meu braço curvadinho pra ‘senhourinha’ transpassar o dela pelo o meu. As portas se fecharam. Perguntei pra onde aquela lindinha, arrumadinha, q usava colares cumpridos com pedrinhas lilás, cabelo curto misturando louro com o já branquinho da idade, lápis preto delineando os olhos e muitos outros charmes, pra onde ela tava indo... Onde, nas redondezas do Jabaquara, pois gentilmente poderia ter dado uma caroninha pra ela.

Ela, já sentada na poltrona cinza preferencial, não conseguia lembrar o nome da rua e muito menos direcionar meu GPS mental pra onde eu poderia levá-la. Ela só sabia q tinha q virar à esquerda na saída do metro e na “curva lá” – ajudava com a mão – teria q contornar e pegar o primeiro ônibus de número... número... número... esqueceu!

Sra. Jaira, 77 anos, não conseguia lembrar de tais informações. O nervoso, nítido, era tanto que a impossibilitava de me comunicar, assumidamente, aquelas básicas informações.

Sra. Jaira estava muito nervosa, digamos quase sem rumo, pq o namorado dela, Sr. Alberto, 77 idem, tinha brigado com ela!!

(como assim um cara – um senhor! – brigaria com aquela senhora meiguinha, q em seus olhos se percebia q a tranqüilidade ali pairava, numa idade em q a paz deveria reinar?? Como assim?? Quem seria capaz de uma coisa dessas?)

Súbito pensei: “AQUELE FILHO DE UMA P.!!” Ainda bem q só pensei... respirei fundo, parei de projetar meus sentimentos nela e continuei a escutar pq cargas d’água, com 77 anos, eles não poderiam ter ido dançar no Carlota (ela tava na estação Trianon-Masp pq eles tinham combinado de dançar e o Excelentíssimo não apareceu!!! Argh!), ficarem bUnitinhos e estarem, simples e prazerosamente, curtindo essa fase da vida?? Como assim...

E entre uma enxugada e outra de lágrimas ela continuou: - “Aquele véio é ciumento!! ...fui, andando, fazer compras no supermercado... tava cheio... demorou pra empacotar... atrasei uns minutinhos, chego em casa e escuto: “Onde é q vc tava?? Com quem vc estava??"... fala pra mim se eu tenho idade pra escutar esse tipo de coisa?? fala... e olha que a gente já se conhece há mais de 10 anos! O mínimo que eu merecia era respeito. E tudo que eu não precisava eram aquelas palavras, nessa idade, do homem que eu amo!... Duvidar q eu estaria com outro? Tem cabimento?”

E as lágrimas continuavam descendo pelo seu rosto enrugadinho e cheio de sardinhas nascidas com o passar dos tempos...

E, certeza, o percurso daquele ônibus foi o mais longo de todos aqueles anos... Aliás, vir de Santana, de onde ela mora, pro Jabaquara era sim a estrada mais longa que aquele amor estava sendo condenado.

- “To indo lá pra ficar esperando ele no quintal – tenho a chave do portão – quero acabar com esse sofrimento. Ao menos, vou saber se ele quer ou não continuar comigo. Pq desse jeito eu não quero ficar.”

Foi assim, ela decidida, que as portas da estação Conceição (não Jabaquara) se abriram e, antes dela descer, eu, pra tentar amenizar aquela dor, lançava no ar a minha “jovem frase clichê”:

“Fica tranqüila Dona Jaira, vai dar tudo certo!”

...

Passaram-se os dias e fiquei vários deles pensando nela, naquela situação, Santana-Jabaquara (e achando q Interlagos é longe)... pensando naquele filho da p. do Sr. Alberto! (mas eu só tinha escutado a parte feminina - não pude resistir) e mentalmente via e revia aquele filme e tentava imaginar como é q aquela história terminaria... com ou sem um final felizzz? Felizzz pra mim, felizzz pra ela, que felizzz seria pra ele? Pra nós?

...é, os dias se passaram...

Só que lógico que tinha pego o telefone da Sra. Jaira. E lógico que hoje eu liguei:


- “Alô, Dona Jaira? É a moça que te conheceu no metro, tudo bem? To ligando pra saber como a senhora está. Deu tudo certo?”

- “Oi. Estava pensando em vc mocinha... Que bom que vc ligou.”

(naquela hora, meu coração já tinha batido e voltado da “Consolação” na espera louca daquela estação “Paraíso”)

- “Deu tudo certo sim, graças a Deus... Cheguei lá, ele estava lá me esperando, ele sabia que eu apareceria, conversamos bastante e agora está tudo bem!”

Respirei aliviada e, de inxirida, continuei - “Mas o q ele disse pra Sra.?”

- “Nessa nossa idade, viu, ele descobriu que tem alguma coisa no coração e que vai precisar fazer algo, que não sabemos ainda o que é, e ele está muito tenso e nervoso e, por causa disso, ele não tava sabendo separar as coisas...”

(de FDP ele passou para o senhourinho Albertinho)

Continuou: - “Falei pra ele que eu amo ele, que eu quero ele tanto bem e que não estamos mais na idade de sufocar a vida... Falei pra ele que ainda mais nessa fase eu quero estar do lado dele, para curtirmos juntos tudo o q vier pela frente, seja bom ou não...”

(e o q foi bom escutar aquilo?)

E completou - “Viu, um dia vc ainda vai conhece-lo!”

(e isso então?)

...

Ô Seu Alberto, não faz isso com a gente nãoooooooo!!!!

segunda-feira, 24 de março de 2008

MARESIAS, sente a maresia...

Bastava a ida, com aquelas 2 vistas deslumbrantes da praia Preta e da descidinha chegando em Boiçucanga, pros meus olhos captarem e, instantaneamente, pro meu tico-e-teco festejarem por contemplar o conjunto céumarnaturezaemúsicaboarolandonosomdocarro...

Sem falar da “já to quase chegando” ansiedade q suavemente me corroía a cada km rodado... e das lombadas (até as eletrônicas! q contrastavam com as casinhas de tijolos à vista e telhados de zinco dos arredores) que apareciam só pra reduzir bruscamente meu frenesi...

Bastava isso pra eu cochichar pra Iemanjá que eu deixaria tranquilamente em suas mãos todo o meu (pré-programado) destino...

E nessa transição BR101 da realidade ao sonho, também aproveitei pra solicitar, na linha do trem, pra alguém “do lado de lá” que nesse meu pacote ainda incluía aquele céu bem azulzinho, com sol, lua e todas as estrelas q eu tenho direito e que só eles sabem fazer...

Aterrei... praia paradisíaca, de areias brancas, com ondas perfeitas para o surf e a beleza da Mata Atlântica muito presente ao seu redor... Com açaí na tigela, corpos esculpidos, tattoos hermeticamente desenhadas e a intenção de usufruir o que se tem em comum com o outro, faz de Maresias a cidade dos sonhos... A cidade dos meus sonhos.

Lá tem cumplicidade nas doses de vodka, no neco da picanha, na hora do banho e, até, nas desilusões amorosas...
Tem afeto transbordando pela janela... dentro da geladeira...
Tem pra dar e vender!
Existe respeito pelo vizinho e existe muita consideração com a felicidade alheia.
Lealdade com a proteção solar... só que algumas vezes fator -1 FPS com a “gavetinha” daquele mesmo alheio...

E o cupido? Parece que ele tem sua base alojada por lá... formou casais lindos... e, ainda, de noite e de dia tem a flecha de prontidão... a busca dos olhares, de cruzar olhares... trocar palavras, confidencias e, quem sabe, salivas... ai se as cangas falassem...

Lugar ideal em que tudo é organizado da melhor forma para a felicidade completa da comunidade Melrousenense... Um próximo final de semana chegando, pra ser perfeito, desejado e pra que se possa sonhar, com as estrelas estaladas no céu, tudindo novamente...


Só que pra quem não güenta: bebe toddynho!!



...daí acordei!
.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Um monte D’eus juntos...

Partindo do princípio:

“Ninguém pode se apropriar de sinais que são, inerentes, de todos. Da mesma maneira, não há como pleitear exclusividade sobre um sinal que é Universal”

Aqui eu falo de paz. Aqui eu falo de Deus.

Pois bem.

Estou distante d’àquelas terras e dos protestos violentos que tomam conta do Tibete. As notícias são escassas e só de cogitar que até o YOUTUBE por lá foi proibido, suponho que tá grande a coisa e tento imaginar onde tudo começou...

Mas por puro prazer em falar de e querer o bem-estar (meu e) das nações, ‘indago-me-lhes’:

Qual é a regra que separa a e política? Como é que conseguimos separar a fé da política? Eu sei o q é fé e política?

A China é contra o envolvimento do líder espiritual em questões políticas e vê o Dalai Lama como um separatista. Ele, Dalai Lama, recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 1989 por sua oposição ao uso de violência na busca pela autonomia do Tibete. Na China se tem como principal objetivo dar ao seu governo o poder de apontar a próxima reencarnação do Dalai Lama, que no Budismo é a mais alta divindade entre os monges que retornam à Terra, também conhecidos como “Budas vivos”. Dalai Lama, por sua vez, poderia renunciar à liderança caso ocorra uma escalada de violência... etc e etc...

Definitivamente os chineses e os tibetanos não estão conseguindo separar o que é fé do que é política.

E isso me assusta, pq fico me perguntando quantas outras mil coisas eu também “não sei separar” que acaba refletindo em pequenos protestos – primeiramente internos comigo mesmo – e que logo depois desencadeiam pequenas ou grandes conseqüências (sangrentas) que vêem a afirmar a minha total ausência de paz?

Portanto agora é a oportunidade deles demonstrarem alinhamento na democracia e na liberdade de expressão.

É hora de utilizarmos – incluo a nossa parte ocidental e nós como simples mortais – princípios que não firam a ética (tem por objeto de estudo os julgamentos de valor na medida em que estes se relacionam com a distinção entre o bem e o mal), a moral (conjunto de regras de comportamento consideradas como universalmente válidas; uma parte da filosofia que trata dos costumes e dos deveres do homem para com o seu semelhante e para consigo) e os bons costumes:

Que são eles: a PAZ, o AMOR e esse monte D’eus juntos!
Ou o amor, D’eus e a paz. Ou D’eus, a paz e o amor...

Pode escolher... pq vai refletir lá...







ah!!! e felizzz PAZCOA!!

segunda-feira, 17 de março de 2008

MEU POCOTÓ

Ontem desci a Rua Augusta a menos 120 por hora... pena, pq tava chovendo, a pista estava escorregadia e já tava escuro.

Ótimos e suficientes pré-requisitos pra eu preservar minha vida, redobrar a atenção ao volante - que moça exemplar, hein? – ter mais cuidado nos cruzamentos, parar na igreja Nossa Senhora do Brasil para participar da missa de Ramos (que moça espiritualizada, hein?) e também, pra depois "D’ele estar no meio de nós", continuar descendo a Av. Europa observando as vitrines ofuscantes de carrões perolados e de cromados assustadores...

Eu lá me imaginando dentro duma daquelas máquinas, só q uma amarelo ovo - sempre gostei de amarelo gema, num sei pq. Mas tem que ser O carro amarelo, per piacere!

Daí, aos 40 e poucos km por hora, continuei devaneando no luxo, no sonho... e fui, subitamente, freada por pensamentos que constataram e me fizeram ruminar a dimensão da potência chinesa em nossas vidas:

* será que aquele cavalinho é falseta??
* tá tão parecido com o original
* tá tão mais baratinho
* será q dura muito pouco?
* passa dos 120km/h?
* ah! então belê!

Meu, do jeito que os caras do outro continente tão indo (e a gente aceitando!), daqui a pouco nem os carros ficarão fora do circuito-piratão-de-ser... E encontraremos uns QUASE TÃO PARECIDOS COM OS ORIGINAIS, meio foscos, em todas as esquinas...

Mas cada um com os seus problemas, certo?

Eu, por enquanto, fico com o meu pocotó e antes de chegar na Faria Lima eu decido se compro um cavalinho original ou um quase original, que, independente, penarão por me carregar galopante de-lá-pra-cá/de-cá-pra-lá nesse trânsito – agora sem carros estacionados nas principais ruas do rush – da minha querida cidade de São Paulo...

Livrai-nos do mal, Amém!

sexta-feira, 14 de março de 2008

HINO AO AMOR...

Daqui há muitos anos, oscilando na minha cadeira de balanço – anatômica, de curvas arrojadas, num vai e vem cronometrado e de um impacto amortecido por suspensões de ar de uma capacidade de aderência incrível – pego no meu colinho, no meu balanço e em meus abraços os meus netinhos, meus pituquinhos...

Eles, com aquela ingenuidade gostosa de criança, querendo absorver de tudo, querendo “formar” o mundinho (in)defeso deles, ouvindo atentamente a avó que, também, eles prezam por honrar...

Eu, senhorinha orgulhosa da vida, com óculos de poucos graus, coração cheio e um ar de satisfação estampado no rostinho redondo e enrugadinho. Felizzz por desfrutar dos netos e do balançar. Certa de q tenha valido a pena cada segundo vivido.

E recontei pra eles, só q dessa vez ainda com um pouquinho mais de dias de saudade do que da outra, uma das muitas peripécias de minha vida…

“Vovó, vovó, conta de novo pra gente aquela história, daquele moço, da tua música… conta vovó!! E canta pra gente, cantaaa vaiiii…”

Suspirei.

“Foi linda mesmo… aconteceu há muito, muuuito tempo atrás… já me chamavam de JAPINHA... lembro q a vovó era jovem, bonita, cabelos longos morenos, de dentes originais, gravidade ainda ao meu favor… E a vovó, naquela época, ainda não tinha essa orelhinha molinha murchinha que vcs tanto gostam de mexer… me lembro q eu era viciada em perfume e em curvex…”

“Aquele aparelhinho pra esses pelinhos do olho, né vovó?” – e gesticularam com as mãos.

“Sim meus queridos… A vovó achava, naquela época “esbelta de ser”, q eu deveria ter o controle de tudo, principalmente dos meus sentimentos e de como as pessoas deveriam ser e agir… coisas de jovem… bobeira da imaturidade… e, me recordo, que essa sensação tensa e de controle desaparecia quando eu era tocada pelo Amor verdadeiro…
Estar aqui com vcs é Amor, tomar cházinho da tarde como a vovó gosta de fazer é Amor, ter dado petelecos na mãe de vcs também foi por muito Amor…

Só q algumas vezes, como a da histórinha da minha música que o PITOCO* compôs - a vovó foi a musa inspiradora -, que ele cantou pra mim e que fez um tremendo sucesso nacional e internacional, reconheci que o verdadeiro Amor também é compreendido com o passar do tempo, com delicadeza e sensibilidade de ações, simples, óbvias... feitas de coração... (*o nome verdadeiro foi trocado para preservar o autor)

A música é linda, de uma bossa nova perfeita, de um acorde que até Roberto Menescal palpitaria, de juras de amor embutidas na certeza de que o dia vem de novo, o amor.

Eu vou sorrir
Eu vou cantar..."

E cantarolei, com o agudo um pouco já trêmulo, esse hino ao amor...

"Portanto meus netinhos lindos da vovó… entreguem-se de alma para tudo o q fizerem na vida. Componham sinfonias nos play-grounds virtuais, nas gramas sintéticas e quando tiverem andando na bicicleta espacial q o pai de vcs deu de presente…

E saibam, pitoquinhos, independente de onde estejamos, o Amor sempre nós alcançará...

Amem. Exalem todos os sentimentos quando o Amor chegar...

Vão brincar, vão… dêem uns beijinhos aqui na vovó…”

... hummm - smack - smack ...

“Ai vovó, como vc é cheirooosaaaa”













http://www.myspace.com/tocobr

quarta-feira, 12 de março de 2008

- PATROCÍNIO AMIGO -

Revirando minha caixinha de sapato 22,5X30cm bege – bege pq foi branca um dia – resgatei muitas memórias, reli algumas cartinhas de amor e pude reviver muitos dos momentos q passei desde a época do primário até as quase-atualidades...

Parêntese: (in)felizmente observei, também, dos recadinhos dos coleguinhas da classe, o quanto eu era chata! Sério mesmo.
Eles diziam:
“Ale (naquela época ainda era Ale), apesar de vc ser chata, brigar pra jogar futebol e pra deixar a janela aberta no frio, nós gostamos de vc”...
E constatar, depois de anos, q só continuo brigando por causa da janela, é até q engraçado...
“Ale, apesar de vc ser chata, te amamos”...
Hoje me divirto, pq tenho muitos desses caros amigos perto de mim e pq chato seria se fosse ao contrário.
Pq daquilo sou isso.
E melhorar é treino...
Evolução né?
Fecho o parêntese.

Enfim... foi muito bom relembrar tais coisas, só q desta vez, o q me chamou atenção naquela caixinha foi o tal do PATROCÍNIO AMIGO que inventei. Datado de agosto de 2003, foi um momento marcante em minha vida. Minha astúcia. Robusto empenho. E tocá-lo, atualmente, e pensar q fui capaz de executar algo pra tentar ir atrás do q eu teria ainda q descobrir do q gostava e qual era o meu verdadeiro dom pra fazer algo na vida (?), me traz uma satisfação imensa.

Um simples toque de algum magistral, mais ou menos assim: eu transitava da área de humanas, adEvogada, para a da arte, felizzz.

Lembro q naquele dia tive um frio na barriga quando, antes de dormir, tive a pomposa idéia do que viria a ser o patrocínio amigo. A força de vontade de ir atrás de um sonho me fez transpassar todo o tipo de barreira. É incrível como tudo depois acontece, se desenrola... E foi assim que criei, desenvolvi, furei o dedo e fui atrás de patrocínio! E, claro, sobrou pros amigos...




EU costurei mais de 100 mini-camisas. Era chaveiro e porta-treco junto. “Camisinha” linda, bem acabada e útil. 3 em 1. Digo 4 em 1... O quarto era o dindin, q eu acabei nem juntando muito para ir atrás daquela aspiração.

E essa era a parte divertida do patrocínio, a bufunfa! Arrecadava o dinheiro com uma mochilinha ao qual eu prendia, com velcro, nas minhas costas. Eu não via a quantidade de dinheiro q os patrocinadores depositavam. E era esse o intuito: a pessoa me patrocinava com o q ela queria/podia e eu – uma simples mortal, com EGO, mercenária, interesseira – não queria confundir e julgar o verbo “incentivar” com a mesquinharia de “FDP só me ajudou com essas moedinhas?!?” ...é aquele fiozinho tênue, sabe?

Saia atrás dos amigos, pelos bares e casas da cidade, incrementada com o kit: mochilinha, camiseta bordada, sorriso no rosto e sonho, até então incógnito, piscando do meu lado direito uns 60cm e a 45º da cabeça e, a cada patrocinada amiga, o via sempre mais pertinho de mim. PLIM!

Pra se ter uma idéia, num final de semana e num bar chacota de SP, me lembro q cheguei a arrecadar uns 300 reais, várias moedinhas e a certeza de q é muito bom ir atrás de alguma coisa q eu iria gostar mais daquilo q eu andava fazendo. Nem master-card aqui viu!

VIXI MARIA! Quase-quase viciei em viver de patrocínio... Por-pouco-muito-pouco.

Só q aquele ventinho – o patrocínio – só direcionou meu barquinho. Ele foi o impulso, aquela força de vontade para eu velejar looonge, contente, firme no leme q meu coração dizia tranquilo...

Amanha poderá nascer o sol ou chover, não se sabe. Um mar revolto, muitas ondas ou eu ficar numa lagoa, de boa, só curtindo e contemplando... Voltar advogar?? hummm... Também não sei. Só q aos patrocinadores daquela época só me resta uma coisa pra dizer:

OBRIGADA por entrarem de gaiato no meu navio!

E pó deixar q as batatas do porão eu mesma as descasco...

...

domingo, 9 de março de 2008

PALAVRA DO MEU DICIONÁRIO

Na estrada de volta do interior de SP, além de contemplar um tímido arco-íris e ver um céu maravilhoso com nuvens que pareciam algodões de tão branquinhas e definidas, espalhadas e flutuantes – quase q alcançadas com as mãos – numa área infinitamente gigante de um azul iluminado indescritível, pude ter a minha inspiração de hoje...

E desse (frango) assado e (rancho da) pamonha insight, me dei conta de como se é capaz de usar determinada palavra ao qual tento e pretendo não mencionar em meu conjunto de vocábulos de língua portuguesa, inglesa e italiana – salvo algumas exceções.










E, especificamente, lendo aquela placa "perdida" em um daqueles 320km confirmei q tal palavra é sim utilizada nessa minha estrada mundana, de curvas acentuadas, de radares ocultos por detrás das pontes q deixa furioso qualquer um q passa dos (meus) limites e, claro, estrada de alguns poucos Km e inches rodados...

NUNCA PARE NA PISTA (a exceção)
Sob qualquer pretexto, salvo raríssimas e gravíssimas exceções, nunca pare na pista!


A regra: EM TEMPO ALGUM, JAMAIS, NUNCA diga NUNCA!!!!
Never ever, jamais utilizemos de exemplos e experiências de vida alheios e pronunciemos – com a boca cheia e um fervor de como não tivéssemos pego um trânsito-volta-de-feriado – tais palavras:

“Eu nunca faria isso q vc fez!”
“Eu jamais faria da forma q vc fez!”
“Jamais! Tá louco?”
“Euuu?? n.u.n.c.a!!”













NUNCA diga: "Dessa água não beberei" (Essa águinha ai volta, só q normalmente como diz o ditado: direto na testa...)

Paremos nas pistas só se for pra reconhecer a "contravenção" alheia e/ou para assumirmos q se pode fazer igualzinho (salvo a martirização, de mártir + izar) ao julgado cidadão q dirigia tranquilo seu possante automóvel em uma das rodovias desse mundão sem fronteiras...

Respeite a sinalização, siga em frente e boa viagem!

Pedágio daqui a 1km...

quarta-feira, 5 de março de 2008

PERTURBADINHOS

I’m a perturbadinha
You are a perturbadinho
He is a perturbadinho and she is a perturbadinha
We are all perturbadinhos!!

Um bando de perturbadinhos. I’m!

Imagine vc... eu tive a minha criação, acredito em muitas das coisas que me ensinaram e outras q aprendi sozinha, tenho a minha cultura brasileira com pitadas européias (cool!), gosto da cor branca, tenho minhas crenças e crendices, durmo de meia no frio, tem dias q fico num mau-humor, gosto de ser pontual e tomar o meu café-da-manhã...

Daí, continue imaginando... vc: q tem os teus princípios, a tua criação, q gosta de dormir com o ar condicionado ligado, gosta da cor abacate e, também, pode até gostar de abacate – sei lá, prefere o dia do q a noite, o mais rápido ao devagarinho, a balada ao cinema, a “bala” ao chiclete... o sanduíche ao PF... o blackberry à agendinha de papel... o cheiro cítrico ao floral... ...a mostarda ao ketchup... o jaguar ao bentley... o campo à praia... skiar ou tostar?

Pronto! É certo e definido que nós seres humanos gostamos e acreditamos em diversas coisas um tanto quanto diferentes entre si. Somos complexos, cheio de manias – q tendem a aumentar com o passar dos anos, AFE! Somos um conjunto de representações de forte carga emotiva e racional...

Mas saindo do Freud e voltando pro texto, tem um bando de perturbadinho solto por ai!!

Eu, com as minhas perturbações, dando pitaco na perturbação alheia (o contrário me sinto um tanto quanto perturbada). Querendo fazer com q eles – perturbadinhos – pensem ou façam como a mim. Que gostem de frango com mostarda! Que acreditem q existam anjos e duendes! Que o Brasil é melhor do q lá fora! Que o trânsito de SP é melhor do q a “frieza” estrangeira! Que as nossas praias – sem top-less e de biquininhos minis – são beeem mais floridas que as deles! Que os nossos japoneses, também, são beeeem mais criativos do que os dos outros!! Ah são!! E que os nossos políticos, lamentavelmente, são "menos bonzinhos" q os deles!! Ahhhh como são!!

E quando me dou conta, quando cai a ficha, vejo q sou só + uma perturbadinha querendo passar um pouco da minha colorida perturbação pra não ficar perturbada sozinha!

Fala pra mim se é fácil juntar dois (ou+) mundinhos perturbados??








Me ajuda daí?!?



.

domingo, 2 de março de 2008

11:35


Impressionante o sucesso imprevisto de alguns dos acontecimentos corriqueiros.... o modo ao qual a eventualidade dos fatos se desenrola... a simultaneidade e a concordância de determinados episódios... fortuitamente, o ACASO!

Se o acaso existisse e os anjos usassem relógio, durante mais ou menos 42 anos, ele continua marcando 11:35

Fui comovida por uma história de (2) vida(s) fascinante: de linda, de sintonia, de todos aqueles adjetivos q poderiam descrever algo bom, transcendental, q dá certo....

E dessa história, caso não saia um livro (os anjos sim ficarão tristinhos), cabe a mim, emocionada e na certeza de q cada segundo é sincronizadíssimo com a forca do destino, relembrá-la, para q o tempo e nós confirmemos q nada é por acaso... NADA!

O telefone tocou por “engano”, a primeira vez. As outras milhares o aparelho foi cúmplice e fiel das 11:35 de muitas manhãs de vários meses. Os corações enamorados ansiavam pela dissolução daquele mistério de quem era do outro lado da linha... Aquela voz, aquelas idéias, de quem era tudo aquilo? Poderia, por favor, fazer parte do mundo? Sair do auditivo, da imaginação e se transformar em algo tocável, beijável, amável? A mãe e o pai dos nossos filhos? O(a) companheiro(a) dessa jornada? A fazedora do meu churrasco, a luz do meu dia, o amor da minha vida?? Sairia desse fio de telefone e me encontraria??

Sim!

1135 vezes SIM!

Da ligação pro número "errado" e dessa união de aproximadamente uns 42 anos, nasceram 2 pimpolhos lindos (uma, praticamente, é um anjo ruivo), 2 dogs q gostam de entrar na água da piscina e cebolinhas assadas divinas. Definitivamente um lar abençoado por Santa Rita.

E eu, felizzz e de barriga cheia, tive o prazer de escutar – com esse meu aparelho auricular aqui – mais essa história de amor, abrilhantada com o pózinho mágico pirlim-pim-pim que, certeza, foi lançado das mãos daqueles anjinhos já, por acaso, supracitados...

“Beinhê, atende lá, são 11:36


.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

ASREVER AIRAHNEGNE

Hoje resolvi falar ao contrário.

Sou vidrada em conversas que falam da vida e, consequentemente, onde ela termina: na morte.

Independente pra onde iremos, a única certeza que temos – unanimidade! - é que um dia esse nosso "corpitcho" vai pro beleléu. A terra ai de comer!

Já concordei, num passado bem distante, que esse assunto era delicado. Era melhor não tocar nele. Dava arrepios de mencionar tal móóóórbida palavra...

Sei bem, hoje mais ciente do que nunca, que cada dia que eu ainda vivo, que eles (os dias) vão em direção certeira pra ela: a MORTE.

Calma, mantenham-se firme! Deixe esse incomodo e mal-estar de lado, só d’eu mencionar a palavra morte. Garanto que no final - pelo menos desse texto - vc respirará aliviado...


ASREVER AIRAHNEGNE = ENGENHARIA REVERSA


Bom, sabendo desse meu destino certeiro, resolvi “tabular” um modo reverso ao qual eu gostaria que a minha vida terminasse... Explico.

Foram várias reflexões...

1. Conversando com pessoas q já viveram os dias como se fossem o último (ainda dá tempo);
2. Lendo livro com histórias de pessoas aos quais sabiam que estavam vivendo os últimos dias de suas vidas (não dá mais tempo);
3. Médicos explicando a “revolta” de determinados pacientes quando assim cientes do seu diagnóstico (o tempo é aliado);
4. Vendo, recentemente, o filme “The Bucket List ” (Antes de Partir) e a delicada situação do câncer terminal (aqui o tempo é relativo).

Sendo assim, me permito explorar mais esse fato tão precioso que é ESTAR VIVO!

Sabemos que existem resultados científicos inquestionáveis que cigarro, drogas, gordura, álcool em excesso, aliás, tudo em excesso fazem mal à saúde. Sem mencionar pessoas q não te fazem bem algum (que essas já eram pra estar fora da tua vida faz tempo!)

E neste texto o foco é no “palpável” – vez que acredito q tudo é psicossomático e o tema seria longo d+ pra qualquer outro tipo de doença q corrói a alma – hoje resolvi dar atenção, exclusivamente, às palavras do médico e a esses “palpáveis” exemplos: cigarro, drogas, gordura, bebida alcoólica...

Sábio, o médico, quando conseguiu demonstrar o tamanho do (pré e pós) DESESPERO de determinados pacientes que se submetem as cirurgias cardíacas. É fato: alguns precisarão cerrar o osso do peito para que seja operado um dos mais frágeis e comandante órgão do corpo: o coração.

O pós-desespero, ai, vêm pela noção da frágil coisinha q somos. A impotência. E o “desistir” passa a ser relevante pelo simples fato de, durante a vida (serve pra vc que lê felizzz e sadio esse texto), não terem sido observados detalhes tão pequenos que fariam uma enorme diferença na hora que a pergunta vem – fulminante – na mente: “pq q eu comi tanta gordura que entupiu minha veia?” ... “pq fumei tanto pra ficar nesse estadinho?”... “aii, pra q tanto álcool?”... “droga, quanta droga!”... “mágoas”... “stress”... (eita, já to entrando no ‘não palpável’)

Enfim... “AI SE EU TIVESSE FEITO DIFERENTE!” – esse é o desespero pra quem tá lá, bege, nos seus últimos dias e com a luz branca já brilhando do céu na sua direção...

E é aqui que cabe a ENGENHARIA REVERSA.

“Ai se eu tivesse feito diferente”... O “se”, se usado lá na frente, no nosso futuro, na nossa ida ao médico ou no pré/pós-paraíso, não vai adiantar muito não... Uma: pq o "se" nem existe... Outra: pq lá na frente, quando a coisa estiver fodida (sinto muito pela expressão), a hipótese de voltar no tempo – q seria hoje 2008 – e entender o pra quê (?) fizemos coisas que não nos agradariam, não vai funcionar, pois será tarde demais!

TOO LATE!

futuro – tudo ferrado (entende-se como diferente dakele jeito gostoso q vc quer que ele seja) – “ai se eu tivesse feito diferente” – o desespero.

presente – tomadas de decisões que mudarão nosso futuro – um futuro tranqüilo sem o desespero de querer que tivesse sido diferente. (detalhe: pra todas as áreas da nossa vida, viu! ...as não palpáveis, p.ex....)

Já pensou na tua cerimônia do adeus?

E se fizéssemos diferente hoje?

REVERTE!
















.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Liquidpaper

- me passa, por favor, o “liquidipaper” q ta ai ó.
- mas pra q Japa? Lá vem vc de novo...
- pra eu consertar um negócio que eu fiz “sem quer” aqui...
- ué, acho q nessa “cagadinha” ai não dá pra passar esse trequinho branco não...
- será q não?
- ah num sei não Japinha... sei não....
- ah! Então pelo menos aprendi como não fazer da próxima vez...

E tem sido assim, nesses erros (me amando mesmo assim) e acertos, que continuo vivendo cada dia da minha vida...

Acordo quase todas as manhãs sem despertador. Não necessariamente pq meu relógio biológico é baum; necessariamente pq ainda posso acordar a hora que meus olhos, simplesmente, abrirem...

Enfim... Continuo vivendo com as “cagadinhas-diárias-de-cada-dia” pois encaro a vida como um filme, o meu filme. Talvez “JAPINHA NO PAÍS DAS MARAVILHAS”??

Lógico q com um roteiro daqueles ainda escritos `a mão, vez que tenho a possibilidade de usar, algumas vezes, “liquidipaper” nos percalços q me aparecem no set de filmagem...

Sou a atriz principal. Japinha brilhando nessa película aqui, querendo acertar tudo na mosca – pra não perder tempo, muito menos dinheiro e pra não gravar a cena de novo – se esforçando o máximo pra conseguir ser PERFEITA a cada batida da claquete...

Doce ilusão... Doce mesmo!! Um filme cheio de detalhes, animações, satisfações, gente de todo o tipo, confraternizações pra todos os gostos, viagens, dores-de-barriga, experiências, criações, boas amizades, saudades, música, choro, cultura, sol, dor, praia, tristeza, pastel, raivinha do FDP q me fechou no transito hoje, trópico capricórnio e linha do equador. Fora a água-de-coco por R$2 reau, tia! E os alagamentos, os manu-brown...

Isso sim que é um filmão!!

Tudinho aqui disponível para que eu faça o que bem quiser dele! Às vezes de comédia, outras de amor - com pitadas de terror...

O melhor de tudo isso é que Meu Amigo Diretor me dá sempre bons conselhos - quando assim eu peço pra Ele (pq aquele meu lado perfeccionista ainda acha q pode tudo sozinha). E um desses conselhos é saber que para cada ação eu terei uma reação...

E que pra nem todas as reações eu posso usar o tal do branquinho milagroso...

THE END




sábado, 16 de fevereiro de 2008

SIMPLES.DO.ÓBVIO

Nosso querido antigo personagem PATROPI q costumava dizer assim: "numa ve-lo-ci-da-de!"

É, a coisa tá rápida viu...

Um tempinho atrás, me recordo como se fosse ontem, certeza que o dia durava mais. E o ano entao? O ano durava que era uma beleza... O intervalo entre os aniversários era ansiosamente largo... As decoracoes de Natal nas ruas ficavam pra lá looonge - só daki a 12 meses; dava tempo pra desejar boas festas pra todos os queridos - sem esquecer de nenhum! ... e as férias?? Essas sim eram aproveitadissimas com manhã (vírgula e respira) com a tarde in-tei-ri-nha (respira, cabe outra vírgula) e com a noite... Eu conseguia, juro, nitidamente perceber tais fases do dia.

E hoje? "D'maiã d'tardi e d'noit"...já!... xispa!... ainda?... como assim tá assim ainda? só isso? faz logo! vai logo!! assim nao!! ...num reclama, porra! ...di novo?! ... vai! ...xiii, num vai dar tempo...

É tudo tao pra onti que, na correria, é adiado pra amanhã!

fu*eu!

mas calma!! e respiração?

... vem comigo:

.......INSPIRA.............. .......... .......EXPIRA................... .........
...... mais uma vez:

...len...... ......ta......... .........men....... ....te........
.....INSPIRA.... .....e.......
.... EX.............PI..........A...... (expia!!) como tá tudo mais centradinho???

Na atual circunstancia, um método rápido e sábio de 'baixar a poeira' é dar atenção pro ato de respirar... Respirando, na hora q 'o bixo tá pegando', a coisa flui. Respirando vc volta a ser (o ponto de partida)... E a idéia é não apenas respirar com grande velocidade, pare uns segundinhos e respire com bastante vigor, puxando e soltando a máxima quantidade de ar possível a cada tentativa...

tic-tac-tic-tac

O tempo tá passando... Só que a respiração é a mesma, (im)perceptível e sempre disponível para q vc centre e concentre, focando nesse simples.do.obvio arzinho entrando e saindo pelos 2 canais da tua narina...


P.S.: eu lembro q na escola eu aprendi que a , vírgula , era a pausa pra respiracao num texto - alguém aprendeu assim tbm? ou é falta de O2?

,

,

,

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

A N A N D A

Espero que a recíproca seja verdadeira... só que eu, de braços abertos sempre a te esperar, posso dizer que esse evento carnavalesco foi uma ANANDA em minha vida...

De pertinho, fui conferir o que a Cidade Maravilhosa tem de bom (das ruins passei longe) e o que o clima Sapucaí faz com o ser-humano... O País, definitivamente, pára! "orra-meu"

Siga, óbvio, o teu coração antes de partir pra próxima viagem... sinta que é a hora de aproveitar o que o Brasil e, nesse caso, o Carnaval (e nao necessariamente nessa ordem) têm de bom pra te oferecer...


Só sei dizer que...

Os "gringos" ficam beges com tanta criatividade, com tanta energia boa exalando nos bares, nas ruas, no suvaco do Cristo e nos arcos da Lapa. A bagunca.

O cheiro de xixi: aposto que os narizinhos arrebitadinhos branquinhos - q esperavam um sol de rachar e um tiroteio no ar - nunca tinham sentido o volume, a acidez e a concentração de sais em tão grande escala como o fizeram por aqui...

Eles sim se surpreendem com a gentileza, a sensibilidade, e a autenticidade de nós brasileiros.

Eles sim sentem que queremos vê-los tão felizes e satisfeitos - com essa terrinha aqui - para que voltem a prestigiar, ao menos, a bagunça - um tanto quanto famosa - que é Brasil.

E olha que essa bagunça funciona hein!! Um ano in-tei-ri-nho de preparação para, solamente, em 1 horinha de desfile tudo finalizar; ou melhor, para (re)começar tu-di-nho de novo!

Um ano inteiro (8.760 horas) de dedicação para 1 hora de desfile: isso sim é a confirmacao de que temos uma esperança de que tudo pode sim funcionar bem (e lindo) e em um prazo determinado! Haja cores, penas, plumas e bundinhas-de-fora... O importante é que temos uma esperança!

E é dessa que me deixo... Na nostalgia dum próximo carnaval e na esperança de poder ajudar nessa bagunça chamada BRASIL!


ANANDA pra vcs!
e ANANDA pra mim tambem!!


*a palavra ANANDA, no Sânscrito, quer dizer: bem aventurança, felicidade, ou quem a traz.

domingo, 27 de janeiro de 2008

A/C: dos interessados (pelados)

Sao Paulo, em seus 454 anos e alguns dias - Parabens!



Prezado(a),

Venho, por meio desta, aproveitando o ensejo, utilizar do pacote de pedidos, agradecimentos e dizeres q qualquer carta grande me permite.

Tenho sido uma boa menina*, de uns tempos pra k (1978 talvez) e, especificamente, hoje, nesse exato momento, posso ME dizer que tudo vem acontecendo "nos conformes" e estou muito grata por tudo isso. *boa menina, boa mulher/mulher boa

Achei uma vaga sensacional (num periodo curto de espaco e tempo) dentro do estacionamento de um shopping-center em pleno feriado e, detalhe, com aquele tempinho lusco-fusco q tava lá fora. obrigada 1

Meus acessórios foram elogiados durante a espera na fila dentro de um toilet. Só me comprovando que estou no caminho certo! obrigada 2 (e acabei de saber 12:25 que meu colar "orcuti" também foi elogiado na fila do Pao-de-Acucar no RJ! ...eu achando q era o supermercado! rs 2.1.)

Minha alminha saltitar de saber q tem pessoas na mesma ONDA que a tua e sentir que há uma reciprocidade muito boa - e um sorriso também - para eu poder fazer elogios sem qualquer pretensao "outside". obrigada 3

Saber que o carnaval está chegando e o Brasil e 2008 vao comecar a funcionar, definitivamente creio eu! obrigada 4: pq eu nao aguento mais deixar tudo pra depois... ;)

obrigada 5: mousse de chocolate ficou dentro da geladeira - e nao na minha barriga
obrigada 6: durmo tranquilamente todos as noites
obrigada 7: as idéias continuam
obrigada 8: to quase fazendo a viradinha olimpica no final da piscina e nao parando pra descansar
obrigada 9: às amizades e à família que eu tenho
obrigada 10: nao ter mais a unha do meu dedaozinho do pé encravada
obrigada 11: às viagens que já fiz e às que ainda vou realizar (pra Russia, p.ex.)
um obrigada inerente à minha vontade: ter cabelo liso (esse agradecimento é direto aos entespassados)
obrigada 13: ao meu irmao: que me ensinou varios palavroes e arrancou um pedacinho do meu dedinho mindinho fora; ao meu irmao e ao meu pai: que me ensinaram a óptica masculina de ver a vida
obrigada 14: à mae, por eu ser mesticinha...
obrigada 15: pela invencao do curvex! ...do blush... do esmalte... da moto (e aquele ventinho no rosto? obrigadA)... ao meu intestino reguladinho... ao transito (pra reflexao)... ao frio e `a chuva (pra introspeccao)... ...ao calor (nao preciso nem comentar) ...ao cigarro (pra eu saber q nao curto nem a fumacinha)... ao blog... ...a recarga de cartuchos e toners (Al. Nhambiquaras 1557)... ao figo seco com nozes... ...as byZetto... ARIGATO!

Obrigada infinitas vezes por poder usufruir dessa vida (diga-se de passagem: NASCEMOS PELADOS E O QUE VEM É LUCRO) que muitas vezes ainda julgo como cruel (nao me conformei do mousse ter ficado na geladeira - brincadeira... e eu ainda nao e$tar milionária - verdade!! hahah).

Por fim, esperando que esta cartinha seja apenas mais uma que vou escrever, resta-me um único pedido - além de que os supracitados permaneçam assim e/ou melhorem - dois pontos: "protegei-me de 'auto-mim-mesma' nos momentos que eu achar que nada é como eu gostaria que fosse"...


Atenciosamente,
Lots of love,

Japinha felizzz e pelada