Eu em + uma das minhas aventuranças.Point: BARCELONA QUERIDA!Putz cidadezinha gostosa! Surpresas arquitetônicas em cada virada d´esquina. Até na calçada encontrei Gaudí estatuado em tamanho natural - baixinho o Toninho - presente alí para realçar e concretizar toda a beleza de uma cidade pra lá de bonita.
Atmosfera relaxante de golinhos de cava e mordidinhas de tapas.
Barcelona é sim o local que eu, simplesmente, projetei todo o meu lado excêntrico, divertido, de fazer parte e dividir "pudores" - ou ficar sem eles.
Cidade que foi influenciada por inúmeras tendências e que, claramente e sensitivamente, eu percebi que alí não há uma tentativa de cópia de um estilo determinado de ser e de viver.
E foi sentindo toda essa "liberdade" que nos divertimos muito...
Estávamos - Mari, Orestes e eu - na nossa volta turística pela orla marítima, caliente. Eu, marinheira de primeira viagem, comecei já me surpreendendo com um tiozinho peladão que passeava de bicicleta despreocupadamente: até eu sentia o prazer do ventinho batendo nos bagos... Eu, turistona, observando a felicidade dos casais "arco-íris" expondo seus sentimentos diante de Iemanjá. Eu, turistona, na expectativa de quais outras surpresas eu teria e o que mais de "diferente" meus zóinhos puxadinhos iriam experimentar de novo (de novidade) naquele passeio...
Paramos na plataforma pra observar o futvôlei rolando lá nas areias catalãs.
Muitos brasileiros, claro - mas isso não é novidade. Muita diversão, claro! - pois onde tem brasileiro a diversão é garantida! E nosotros lá: jogando conversa fora.
A Mari, uma brasileira quase que "nativa", aponta, lá pro outro lado da plataforma, prum mocinho, meio peludo, estatura média, que também observava o jogo e diz:
- "Aquele moço, lá, tá vendo?, ele VENDEBIKINI na praia".
Eu, surpresa, com toda aquela bagagem mental de diversidade respondi:
- "Aquele cara lá (!!) VEMDEBIKINI na praiaaa? Como assim Mari?"
- "É Japa!! Aquele cara, lá, VENDEBIKINI na praia".
- "Como assim Mari, um peludo daquele VEMDEBIKINI na praia... Não é possível!! Vc tá dizendo aquele, lá, com aquela bermuda branca com vermelho??" (era o único no raio de 8m quadrados)
Eu tava chocada.
- "É Japa! Caramba! o cara VENDEBIKINI na praia!"
E ela bege.
- "Mas Mari, a parte de cima e a de baixo também?"
- "Lógico Japa!! A parte de cima e a de baixo!"
- "Mas Mari, e como ele faz com o saco, de bikini? e a parte de cima, assim?" - eu gesticulava sobre as minhas mamárias o triângulinho do bikini...
- "JAPA, ele VENDEBIKINI na praia com o saco e tudo!!!"
- "Com o saco e tudo??? AHHH não é possível Mari!! Aquele cara lá com o bikini e o saco dentro do bikini?!" - e eu gesticulava o volume de um testículo masculino dentro de um bikini!
A situação começou a ficar tensa, quer dizer, mais tensa do que já se encontrava. Mari e eu não estávamos em sintonia. E isso também foi nítido pro nosso amigo Orestes que, além de observar os peludos jogando futvôlei e perceber que a nossa conversa tinha ido prum lado diferente daquele que deveríamos experimentar, interrompeu:
- Ahhhhh genti!!! Péra! Então o cara VENDE BIKINI na praia. Ele pega bikini e sai VENDENDO na praia? Num é que ele VEM DE BIKINI na praia, VESTINDO bikini, é??
Nenhuma outra palavra precisou ser pronunciada. Caimos na gargalhada!!! Os 3 pares de ticos-e-tecos (de nós 3 moças!) entraram num acordo instanâneo e foi gargalhada atrás de gargalhada.
Pra mim, turistona, o cara VEM DE BIKINI na praia: imaginei o peludo até de salto-altinho desfilando pelas areias de bikini de cortininha...
Pra ela, o cara VENDE BIKINI na praia: definitivamente ele vendia bikinis de todas as cores e modelos, parte de baixo e de cima, todos dentro dum grande sacão preto...